sábado, 13 de outubro de 2012

Taludes atirantados



Paramento em concreto armado é uma das soluções para contenção de encostas e redução de riscos de deslizamentos. Conheça as principais aplicações, o custo-benefício e os cuidados para a contratação


Por Rodnei Corsini


Cortinas atirantadas são estruturas feitas de concreto armado que recebem a tração de tirantes para contenção de terrenos. Nor­malmente, os tirantes são elementos de aço compostos por cabos ou por uma monobarra. "O tirante, basicamente, é um elemento metálico que é introduzido no solo para transferir carga de dentro de um maciço para uma parede ou outra estrutura de contenção", descreve Carlos Peão, engenheiro civil e superintendente comercial da Geosonda, empresa de serviços de engenharia. A porção do tirante imersa no solo tem a sua extremidade ancorada, enquanto a extremidade externa transfere a carga do sistema para a estrutura de concreto armado.

A solução é muito usada em obras rodoviárias e ferroviárias, em estradas ou linhas de trem que atravessam serras ou relevos bastante acidentados. Para vencer a topografia, são feitos cortes nos terrenos, e os taludes resultantes desses cortes são contidos pelas cortinas atirantadas. Essa estrutura de contenção é bastante adotada, também, em áreas de deslizamentos em que há necessidade de conter taludes ou encostas. E, ainda, em casos de aproveitamento do topo de terrenos acidentados para construção de edificações. "É muito utilizada em áreas urbanas densas, onde há um talude com casas no topo por exemplo. Com a contenção, você protege as casas de cima e as de baixo, da encosta, também", diz Rodolfo Moreda Mendes, engenheiro civil e pesquisador científico do Instituto Geológico, órgão de pesquisa vinculado à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.
TIRANTE - ESQUEMA
Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas d
Componentes
Na contenção de taludes com cortinas atirantadas, a estrutura de concreto armado chamada de cortina cumpre a função de paramento. "Ela é chamada de 'cortina' porque, comparada às estruturas tradicionais de contenção - como muros de arrimo -, é mais esbelta, tem espessura menor", diz Alexandre Rocha, engenheiro civil e diretor da Preserva Engenharia, empresa de serviços de geotecnia e recuperação de estruturas. A espessura de uma cortina é determinada em função do projeto - geralmente pode ter de 15 cm até 30 cm, variando conforme o dimensionamento da carga de contenção. "A estrutura de concreto armado é espécie de laje na vertical. Ela vai receber os tirantes e vai pressioná-los contra o talude", diz Mendes.
O dimensionamento da cortina vai obedecer às necessidades levantadas no estudo do maciço a ser contido, determinando suas características geométricas, como altura e comprimento. "A cortina pode ser executada com concreto projetado ou lançado convencionalmente, com forma", diz Peão.
Os tirantes, geralmente compostos por fios ou cordoalhas de aço ou por uma monobarra metálica, podem ser protendidos na sua execução. A protensão é um artifício para introduzir, em uma estrutura, um estado prévio de tensões. Quando os tirantes são protendidos, são chamados de tirantes ativos. Quando não são protendidos, são tirantes passivos. "Os tirantes ativos aplicam uma força na estrutura de contenção contra o maciço. Os passivos, não - eles ficam esperando para que ocorra a solicitação deles. Ou seja: havendo uma movimentação da estrutura, eles passam a atuar", compara Rocha. O tirante passivo também é conhecido como chumbador ou grampo.
A determinação do tipo de solução - passiva ou ativa - também é determinada depois dos estudos geológicos, seguindo as necessidades de projeto. Da mesma forma, não há orientações pré-determinadas para a escolha dos materiais dos tirantes. Segundo o engenheiro Carlos Peão, é possível escolher entre vários tipos de barras de aço ou cordoalhas, de diferentes diâmetros, que podem ser compostos aos pares de modo a atender o dimensionamento. "O importante é que você tenha uma composição de elementos metálicos que possa atender à carga dimensionada", diz.
Marcelo Scandaroli
Nas cortinas atirantadas, cabos de aço e monobarras (tirantes) são tracionados em estruturas de concreto armado
Estudo geotécnico
Antes da execução da cortina atirantada, propriamente, é feito o estudo geotécnico para verificar as condições e as propriedades do maciço. "Esse levantamento vai indicar a resistência do maciço, a altura da contenção, o cálculo de empuxo sobre a cortina, entre outros", diz Mendes. Com base nesse estudo começam os cálculos para dimensionar a protensão, como diâmetro dos tirantes e de cada fio, trecho mínimo de ancoragem, trecho livre etc. "O atirantamento não necessariamente é requisitado em terrenos constituídos por solo. Pode ser em uma mistura de solo e rocha, ou somente rocha", diz o pesquisador do Instituto Geológico.
Segundo Mendes, a inclinação dos taludes a serem contidos pode ter diferentes ângulos, mas é mais comum a execução em inclinações mais próximas a 90o. "Quando há um talude inclinado, fica um pouco mais difícil executar os tirantes. Porque os tirantes, geralmente, já vão inclinados dentro do maciço", diz.
As propriedades do maciço levantadas no estudo geotécnico vão determinar como vai ser o projeto executivo, com características como inclinação de perfuração e execução dos tirantes, profundidade da perfuração - que pode variar geralmente entre 10 m e 15 m de profundidade -, comprimentos do trecho ancorado e trecho livre.
Execução
A execução de atirantamento em uma cortina para contenção de talude é feita seguindo algumas etapas: perfuração do maciço, montagem e instalação dos tirantes, injeção de calda de cimento na extremidade interna do tirante e protensão - no caso das soluções ativas. A perfuração do maciço é feita por máquinas chamadas de perfuratrizes, seguindo profundidade, ângulo e diâmetro determinados em projeto. Entre os fatores que determinam a profundidade da perfuração está a necessidade de se encontrar uma área resistente do maciço para a ancoragem do tirante. "Se a contenção for executada em solo de baixa resistência, é necessário aprofundar a perfuração até encontrar solos mais resistentes, para que o bulbo não fique solto", diz Mendes. A soldagem do solo, feita previamente, indica o local adequado para o trecho de ancoragem.
Concluída a perfuração, é feita a limpeza do interior do furo para eliminação de todos os detritos. A quantidade de tirantes e o espaçamento entre eles vão depender das características do material que você vai conter, da espessura da cortina de contenção, entre outros fatores.
Os tirantes são montados conforme especificação do projeto e transportados para o local de instalação. Sua introdução no furo é lenta, evitando atrito excessivo. É necessário um tratamento anticorrosivo no material, e sua vida útil vai depender principalmente do tipo de aço adotado e desse tratamento prévio.
Após sua introdução, é feita a injeção de calda de cimento. "A calda é feita com cimento Portland comum, normalmente em uma proporção de metade água e metade cimento", diz Peão. A injeção é feita por ação da gravidade, por meio de um tubo de PVC. Os volumes de calda e pressão da injeção devem garantir a perfeita ancoragem do tirante ao maciço.
Assim que os tirantes estão devidamente ancorados, após a cura total da calda de cimento, pode ser feita a protensão. O procedimento utiliza macacos hidráulicos e, nessa etapa, são colocadas as peças que compõem a "cabeça" do tirante - a cunha de grau, a placa de apoio e as porcas ou clavetes para fixação.
Depois do atirantamento do maciço, é executada a cortina de concreto armado, que fará de fato a contenção do talude. O concreto deve ter uma resistência mínima de 22 MPa. Cada camada de concreto lançada deve ser vibrada mecanicamente por meio de vibradores de imersão ou de parede, evitando-se a vibração da armadura para que não se formem vazios ao seu redor, prejudicando a aderência. As formas das cortinas podem ser compostas de estruturas metálicas ou de madeira, e são dimensionadas de maneira que não sofram deformações prejudiciais.
Por fim, é preciso proteger a cabeça dos tirantes. "O que se costuma fazer é concretar a cabeça do tirante depois que se faz a protensão, de uma maneira que o ar não entre, principalmente para evitar corrosão", alerta Mendes.
Preserva Engenharia
Cortina atirantada pode ser executada em maciços de diversas composições geológicas, geralmente em taludes com pouca inclinação
Viabilidade e fiscalização
Segundo o engenheiro Carlos Peão, em taludes de até 4 m geralmente não se executa uma cortina atirantada para contenção em casos típicos. Normalmente, a solução é feita em taludes acima disso, não se ultrapassando, geralmente, mais de ­­­20 m­­­­ de altura. "Para obras em estradas, por exemplo, pode ser preferível vencer o maciço por meio de um túnel", diz.
Considerada uma solução bastante cara, é preciso verificar a viabilidade econômica da contenção de taludes com cortinas atirantadas. Na aplicação desse tipo de obra para obtenção de áreas planas para construção, em regiões de topografia acidentada, Mendes diz que em áreas de casas com valor agregado baixo a solução pode ser inviável economicamente. "Seria mais fácil, em uma área de risco em que há casas baseadas em R$ 30 mil ou R$ 40 mil, no máximo - e uma obra dessas supera em muito esse valor -, eliminar o risco removendo os moradores dessa área e realocando em áreas seguras", analisa.
Depois que a solução é concluída, é necessário um acompanhamento de praxe do seu desempenho. São feitas inspeções para verificar a condição dos tirantes, da cortina e do talude contido. "Normalmente, uma obra de contenção é acompanhada também de uma obra de drenagem. Não se pode fazer uma obra dessas sem lembrar de canaletas e outros elementos de drenagem", diz Peão. Nas inspeções, é verificado se as canaletas não têm trincas, se não há infiltração de água, se a superfície do concreto está resistindo bem. "Caso haja alguma patologia, você pode reparar. Se os drenos entopem e a cortina foi concebida para atuar sem certa quantidade de água, pode haver um colapso da estrutura caso os drenos não sejam limpos", completa.
Uma das grandes preocupações em relação à vida útil e desempenho da obra é o risco à corrosão das cabeças dos tirantes, principalmente em regiões litorâneas por conta da maresia. A inspeção deve verificar especialmente se os tirantes não estão perdendo as protensões. Quanto aos materiais usados para a execução da solução, deve-se certificar que os materiais tenham a qualidade e as propriedades determinadas pelas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) - como o aço de protensão, o aço estrutural para o concreto armado e o cimento Portland para ancoragem.
Alexandre Rocha, da Preserva Engenharia, explica que normalmente em obras públicas o serviço é pago por preço unitário. Perfuração, injeção, execução da cortina, entre outros serviços são mensurados e cotados individualmente. A modalidade de contratação por preço global, em que há um preço único para todo o projeto, é mais comum nas obras privadas.

Passo-a-passo
fotos: Geosonda
 

Caderno de encargos
A secretaria de serviços públicos da Prefeitura do Recife padronizou procedimentos executivos para contratação de contenção de taludes com cortina atirantada, conforme se vê nos desenhos à parte. Em editais, a prefeitura estabelece as seguintes recomendações:
n A perfuração dos tirantes deve ser feita com a inclinação, diâmetro e comprimento indicados em projeto.
n Recomenda-se que a injeção seja feita logo após o término da perfuração e instalação do tirante, para se evitar possíveis problemas de amolecimento do maciço e consequente estrangulamento do furo.
n As fases de injeção, pressão de injeção, comprimento do trecho ancorado e quantidade de calda a ser injetada dependem das características do solo ou rocha e carga a ser aplicada no tirante.
n Após a execução das fases de injeção, parcial ou total, iniciam-se os trabalhos de escavação do terreno para a execução dos painéis de concreto.
n Executada a escavação, colocam-se a armadura e a fôrma de fechamento e executa-se a concretagem diretamente contra o terreno natural. Pode-se optar, também, pela utilização de painéis pré-moldados. Neste caso, normalmente estes painéis são solidarizados a perfis metálicos ou estacas injetadas, em uma estrutura tipo pranchada.
n Uma vez atingida a resistência do concreto do painel e as fases de injeção do tirante já concluídas, protende-se parcialmente os tirantes e iniciam-se os serviços de escavação dos demais painéis seguindo a ordem estabelecida e os serviços já descritos.
n Finalmente, concluída a cortina, executam-se as protensões dos tirantes dos vários níveis onde deverão ser feitos os seus ensaios de qualificação e recebimento.
NOTAS 1 - O tipo e características dos tirantes (comprimentos, fios ou amarras etc.) deverão ser definidos pelo projeto. Caso necessário à execução dos tirantes deverão ser montados andaimes. 2 - Em função das características da estrutura poderá ser necessária a protensão parcial dos tirantes antes da execução do painel seguinte. 3 - O reaterro compactado deverá ser executado parcialmente, de forma a garantir o confinamento para as protensões. 4 - Em função das características do terreno, os trabalhos de escavação, execução dos tirantes e painéis deverão ser feitos por nichos alternados. 5 - A representação da sequência construtiva deverá ser repetida caso a estrutura apresentar mais níveis de tirantes.

Normas ABNT para cortinas atirantadas
n NBR 5629 - Execução de Tirantes Ancorados no Terrenon NBR 6502 - Rochas e Solos - Terminologian NBR 7480 - Barras e Fios de Aço Destinados a Armaduras para Concreto Armado - Especificaçãon NBR 7482 - Fios de Aço para Concreto Protendido - Especificaçãon NBR 7483 - Cordoalhas de Aço para Concreto Protendido - Especificaçãon NBR 7681 - Calda de Cimento para Injeção - Especificação

Fonte: PiniWe 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Via elevada exclusiva para bicibletas


O projeto de via elevada assemelha-se à linha expressa paulistana de ônibus “Fura Fila” – exceto por ser exclusiva para adeptos das magrelas. Apesar do design futurista, a prefeitura de Londres gostou do projeto e tem planos de implementá-lo em 2015 na cidade, em parceria com a Network Rail, empresa que administra o metrô londrino.

Segundo seu idealizador, Sam Martin, diretor do estúdio Exterior Architecture, a ciclovia área vai garantir segurança para os ciclistas e, quem sabe, estimular mais pessoas a usar a bicicleta como meio de transporte sustentável.
Fonte:exame

sábado, 21 de julho de 2012

Furadeira

Como usar a furadeira


Conheça os tipos de furadeiras e de brocas, e as principais dicas de ergonomia, manuseio e manutenção desses equipamentos


Reportagem: Gisele C. Cichinelli


Um dos equipamentos mais utilizados em obras, as furadeiras elétricas podem ser encontradas no mercado em diversos modelos, cada um com características específicas. Para usá-las de modo correto e seguro, o primeiro passo é ler atenciosamente o manual de instrução do modelo adquirido. Quanto mais recursos tiver a furadeira, maior deverá ser a atenção na sua utilização. Vale ressaltar, no entanto, que o equipamento deve ser escolhido de acordo com o tipo de trabalho a ser realizado.
O tamanho e o tipo de broca - peça que, acoplada à furadeira, penetra na parede ou superfície a ser perfurada - também devem ser escolhidos com cuidado. A broca deve ter tamanho um pouco maior do que o do parafuso ou da bucha que irá ser usada e deve ser escolhida de acordo com o material a ser perfurado. Brocas de vídia são as indicadas para perfurar alvenaria, enquanto as brocas de aço carbono perfuram madeira e as brocas em aço rápido, metal.
No momento do uso, a dica mais importante é nunca utilizar força desnecessária contra a superfície, o que forçará o rotor da máquina, podendo empená-lo. O ideal é aplicar força gradativamente, sempre usando uma broca afiada. Brocas inadequadas ("cegas") demandam um esforço maior, prejudicando a produtividade e qualidade do serviço. A saída de ar no corpo da máquina também não deve ser obstruída, sob pena de gerar aquecimento interno e diminuir a vida útil da furadeira.
Outro ponto que merece atenção é a empunhadura do equipamento. Segurar com firmeza e manter o equipamento no eixo desejado é fundamental para que o furo não fique maior do que o desejado e, consequentemente, para que buchas e parafusos não fiquem soltos (frouxos) dentro do canal perfurado.


TIPOS DE FURADEIRA
Fotos: Marcelo Scandaroli


FERRAMENTAS E EPIs
Fotos: Marcelo Scandaroli

Máscara, protetor auricular, óculos, calçados de segurança, furadeira, broca de vídia, broca de aço carbono, broca de aço rápido, martelo, punção, buchas e chave de mandril.


Passo 1
Fotos: Marcelo Scandaroli

1 Verifique se o fio não está quebrado e não apresenta cortes. Caso se depare com essas situações, não utilize a máquina, pois o risco de choques elétricos é grande.



Passo 2
Fotos: Marcelo Scandaroli

2 Identifique a voltagem do equipamento.



Passo 3
Fotos: Marcelo Scandaroli

3 Para encaixar a broca, posicione a furadeira ''em pé''. Escolha a broca indicada para o tipo de material que será perfurado, encaixando-a no mandril. Faça o alinhamento e aperto com as mãos.



Atenção

Certifique-se de que a máquina esteja desligada nesse momento.



Que broca usar?
Existem brocas indicadas especificamente para furar madeira, metal e alvenaria. Aprenda a reconhecer cada uma:
Fotos: Marcelo Scandaroli
Broca em aço carbono
Com pontas bem finas, são utilizadas para furar madeira. Algumas possuem três pontas, com a ponta central localizando perfeitamente o centro do furo evitando que escape do ponto inicial durante o trabalho. Já as brocas ''chatas'' são indicadas para fazer furos de ½ '' e ¾ ''.

Fotos: Marcelo Scandaroli
Broca em aço rápido
São brocas helicoidais com haste cilíndrica e corte à direita. Indicadas para furar metais.


Fotos: Marcelo Scandaroli
Broca de vídia
As brocas de vídia são indicadas para furar concreto, tijolo e pedra. Possuem a cabeça cega e triangular e furam devido ao impacto (posição martelete).



Passo 4
Fotos: Marcelo Scandaroli

4 Com a chave de mandril, trave a broca nas três posições do mandril. Cheque se a broca está bem presa, evitando o risco de que ela se solte em altas rotações.



Passo 5
Fotos: Marcelo Scandaroli

5 Com a ajuda de uma paralela, regule o limitador de broca na profundidade desejada.  


Furo reto em alvenaria
Passo 6
Fotos: Marcelo Scandaroli

6 Para realizar o furo reto em alvenaria, utilize uma broca de vídia, posicione o equipamento no modo martelete e em velocidade alta (no caso do equipamento usado nesse passo-a-passo, na velocidade 5). 


Passo 7
Fotos: Marcelo Scandaroli

Utilize a empunhadura na posição pesada e execute o furo.


Atenção
Se for furar parede, verifique antes se, sob o local, não há tubulações de água, gás, fiação elétrica ou outras.


Furo reto em madeira
Passo 8
Fotos: Marcelo Scandaroli

Use a broca de aço carbono e regule o equipamento na velocidade alta e no modo sem impacto (sem auxílio da função martelete).


Passo 9
Fotos: Marcelo Scandaroli

Execute o furo controlando o avanço da máquina no gatilho. O ideal é que os cavacos de madeira se desprendam com facilidade da peça de madeira, indicando o bom funcionamento da broca.


 



Furo reto em metal
Passo 10
Fotos: Marcelo Scandaroli

10 Antes de iniciar a furação em elementos metálicos, faça uma pequena marca no local a ser perfurado com punção e martelo.


Passo 11
Fotos: Marcelo Scandaroli

11 Inicie a perfuração com a broca de aço rápido e com o equipamento posicionado na velocidade lenta. Utilize a empunhadura para serviços leves (veja o quadro "Ergonomia").


Furo inclinado
Passo 12
Fotos: Marcelo Scandaroli

12 Com o auxílio de punção e martelo, marque o ponto a ser perfurado. Esse cuidado prévio evitará que a broca se desloque durante o procedimento.


Passo 13
Fotos: Marcelo Scandaroli

13 Posicione a broca inclinada sobre a marca e fure, sem parar, até a profundidade desejada.


Atenção
Mudanças de direção durante a furação inclinada ocasionam o deslocamento do diâmetro do furo e a quebra da broca, podendo causar riscos de acidentes ao operador.


Dicas
Fotos: Marcelo Scandaroli

Para aumentar a vida útil do equipamento, guarde-o corretamente. Enrole o fio com cuidado, solto e organizado, sem prendê-lo à máquina.
Fotos: Marcelo Scandaroli
Para evitar que a chave de mandril se perca, prenda-a no suporte indicado.
Fotos: Marcelo Scandaroli
Evite tracionar o fio, enrolando-o ao redor da máquina. 


Dicas de segurança

Fotos: Marcelo Scandaroli
 » Ligue o equipamento em uma tomada ou extensão posicionada longe de qualquer fonte de água. Mantenha o equipamento longe de pias, banheiras, superfícies molhadas e locais úmidos. A extensão deve estar sempre ligada a um disjuntor;
» Mantenha suas ferramentas, área de trabalho e espaço de armazenagem limpos e secos e longe de materiais inflamáveis. Faíscas podem incendiar sucatas, solventes e outros materiais;
» Se for realizar trabalhos em locais altos, utilize um sistema trava-quedas no aparelho;
» Mantenha os fios da furadeira longe de materiais cortantes a fim de evitar curtos-circuitos;
» Utilize calçados de segurança e evite o uso de roupas abertas, luvas, colares, crachás e outros adornos que possam enroscar no equipamento e causar acidentes graves;
» Verifique parafusos, porcas, travas e partes removíveis, certificando-se de que estejam bem apertadas;
» Desligue sempre o aparelho quando for limpar, guardar ou não estiver em uso, quando for fazer pequenos reparos e mudar de broca e quando for conectá-lo ou desconectá-lo à tomada. Desligue o aparelho puxando pela tomada e nunca pelo fio;
» A prática de girar a furadeira para alargar o furo na ''marra'' não é aconselhável! A broca pode quebrar, fazendo com que ela seja projetada em direção ao corpo do operador da máquina.


ERGONOMIA

Fotos: Marcelo Scandaroli

Empunhadura vertical
Para execução de trabalhos leves, posicione uma das mãos na empunhadura alinhada em paralelo ao corpo e a outra, diretamente sobre o gatilho.
Fotos: Marcelo Scandaroli

Empunhadura horizontal
Utilize a empunhadura no modo horizontal quando for executar serviços em posições abaixo da linha do ombro.
Fotos: Marcelo Scandaroli

Materiais pesados
Para perfurar materiais mais pesados, trave o botão do gatilho e segure a furadeira na parte superior.
Fotos: Marcelo Scandaroli

Posição do corpo
Em todas as posições, permaneça sempre com o tronco reto e as pernas abertas, de forma a ter uma boa base de apoio e a evitar esforços desnecessários na coluna.

Apoio técnico: Carlos Alberto Ortega, instrutor de aperfeiçoamento profissional do Senai Orlando Laviero Ferraiuolo.





Fonte: PiniWeb

Martelete


Martelete



Útil para diversos tipos de demolição ou corte, equipamentos estão disponíveis em modelos com pesos e velocidades variáveis, além de contar com cinzéis para aplicações específicas



Reportagem: Juliana Martins


Marteletes (martelos demolidores) servem para perfurar e romper concreto e cerâmica em obras de construção ou manutenção de qualquer porte. São utilizados para demolir colunas de concreto, pisos e vigas, abrir canaletas para passagem de tubulação, perfurar concreto asfáltico. Se bem utilizados, propiciam segurança, rapidez e praticidade.
Existem dois tipos de martelete: pneumático e o elétrico. O primeiro é acionado por ar comprimido e o segundo por motor elétrico. Ao escolher o modelo é importante considerar a energia de impacto necessária. Prefira equipamentos com encaixe universal e que permitem o uso de cinzéis de outras marcas.
Para não comprometer a segurança e a durabilidade do equipamento, nunca utilize uma máquina para outros fins que não aqueles para os quais ela foi projetada. Por exemplo, não use martelo de 10 kg para o trabalho de um de 30 kg.
Modelos e características É a relação entre o rendimento da percussão - ou seja, a quantidade de impactos por minuto - e o peso específico do martelo - o quanto ele pesa parado - que determina sua eficiência. Assim, o desempenho e a produtividade dependem dessa relação associada às dimensões, às propriedades do material e à geometria da ponta das ferramentas.
E são esses fatores que têm que ser levados em conta ao escolher o equipamento. O martelo deve ter a melhor relação entre a energia de batida e a respectiva frequência de impacto, o que varia conforme a necessidade da aplicação. Alguns modelos possuem até cinco velocidades, que significam 730, 800, 1.150, 1.350 e 1.450 impactos por minuto.
Também é essencial escolher o tipo de cinzel, como a talhadeira - para abrir canais para dutos ou tubos de água e eletricidade -; e o ponteiro - para concreto e alvenaria. Alguns martelos aceitam batedor para compressão de solo, podendo ser necessário o uso de adaptadores.
Em geral, peças com até 7 cm de espessura podem ser rompidas com martelos leves, que têm até 6 kg. São adequados para pequenos serviços de demolição. Com espessuras entre 7 cm e 10 cm, é preciso optar por um martelo médio, que pesa entre 7 kg e 30 kg, e são ideais para trabalhos em estrada, escavações e demolições em geral. Já os pesados, com mais de 30 kg, são adotados quando o elemento tem até 15 cm. Estes últimos trabalham em velocidade mais alta epodem funcionar por longos períodos de tempo.

Fotos: Marcelo Scandaroli
Para usar martelete demolidor é preciso óculos para proteger contra fragmentos; máscara contra a poeira; protetor auricular devido ao excesso de ruído; e luva que ajude a absorver a vibração. Além, é claro, do capacete e da bota, indispensáveis em qualquer ponto da obra.

Fotos: Marcelo Scandaroli
A luz verde indica que a máquina está em funcionamento. Alguns modelos contam com uma luz vermelha que indica a necessidade de manutenção.
Saúde do operadorDê preferência a ferramentas com sistemas de controle de vibração, que minimizam o desconforto do usuário. A vibração excessiva prejudica a saúde do operador, assim como o ruído, que afeta também quem está próximo da ferramenta em funcionamento.
Dessa maneira, os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites de tolerância. Exposição a níveis de ruído superiores a 115 dB (A) sem proteção adequada oferecem risco grave. Assim, o limite de tolerância para ruído de impacto é de 130 dB (linear).
Para amenizar a exposição ao barulho e à vibração, é possível estabelecer o rodízio de operadores. Nesse modelo, a cada 1h00 ou 1h30 ocorre o revezamento. Lembrando sempre que o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como capacete, máscara, protetor auricular, luvas especiais que absorvem o impacto e cinzel com ponteira, é obrigatório.

CUIDADOS DURANTE O USO
Por ser uma máquina que produz vibrações, é necessário redobrar o cuidado com suas peças. Antes de ligá-la, verifique se os parafusos estão bem presos.
Esteja ciente se não existe fiação ou canos de gás, água ou esgoto que possam ser rompidos pelo martelo. Utilize meios apropriados para encontrar cabos escondidos ou consulte a companhia elétrica local. O contato com cabos elétricos pode provocar fogo e choques elétricos. Danos em tubos de gás podem levar à explosão e a penetração em um cano de água causa danos materiais e pode provocar choque elétrico. Quando a máquina estiver acionada, toda atenção deve estar voltada para ela. Aplique apenas uma ligeira pressão na ferramenta. O excesso de força não irá acelerar a operação e sim diminuir o rendimento da ferramenta, podendo reduzir o período de vida útil do martelete demolidor. Veja outras dicas para operação:

1. Esse é um cinzel do tipo ponteiro, adequado para rompimento de concreto e alvenaria
Fotos: Marcelo Scandaroli
2. Encaixe o cinzel no retentor da ferramenta, levando-a até o final.

Fotos: Marcelo Scandaroli
3. Em seguida, posicione o retentor para que ele prenda o cinzel. O anel deve ficar entre o retentor e a máquina. Assim, não é possível retirar o cinzel.


CERTO
ERRADO
Fotos: Marcelo Scandaroli
Segure o martelete demolidor sempre na perpendicular, com firmeza, sem nunca encostar no corpo sob risco de acidentes graves. Preste muita atenção à sua postura para evitar dores musculares e machucados.
Fotos: Marcelo Scandaroli
Ao encostar a ferramenta no corpo, as vibrações podem causar machucados e dores musculares, principalmente se for utilizada por longos períodos


Apoio técnico: Senai Tatuapé, Bosch, DeWalt e Makita.

Fonte: Piniweb

domingo, 1 de julho de 2012


SP teria poluição 75% maior se metrô parasse um ano
28/06/2012 - O Globo
Pesquisa realizada por especialistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta que se o metrô de São Paulo deixasse de funcionar durante um ano inteiro, a concentração de poluentes na capital paulista aumentaria 75% e as mortes causadas por problemas cardiorrespiratórios cresceriam entre 9% e 14%. Além de todos esses problemas, o município teria que desembolsar US$ 18 bilhões com investimentos voltados à saúde pública.
Para chegar a estes dados, cientistas compararam o nível de poluição no ar de São Paulo em dias normais e em dias de greve de metroviários – uma que ocorreu em 2003 e outra em 2006. Também analisaram as mortes adicionais nos dias de paralisação e calcularam a perda de produtividade que isso representa.
Em 2003, a concentração de poluentes em um dia normal foi de 41 microgramas por metro cúbico (µ/m³). No dia da greve o número saltou para 101,49 µ/m³. Foi encontrado o equivalente a oito mortes adicionais associadas à poluição durante a paralisação, o que representa aumento de 14% e um custo de US$ 50 milhões.
No ano de 2006, o impacto encontrado foi menor. A concentração de poluição saltou de 43.99 µ/m3 no dia controle para 78.02 µ/m³ durante a greve. As mortes adicionais foram seis, o que corresponde a um aumento de quase 9% e a uma perda de produtividade de US$ 36 milhões.
Com base nesses resultados, os pesquisadores fizeram uma estimativa do custo para a saúde caso o metrô ficasse um ano inteiro sem funcionar. O resultado foi de US$ 18 bilhões.
Segundo dados do Instituto Nacional de Análise Integrada do Risco Ambiental (Inaira), 90% da poluição atmosférica em São Paulo é gerada por carros, motos e caminhões. O transporte individual é responsável por 45% dos deslocamentos na cidade, enquanto o transporte público corresponde a 55%.
Entre os meios de transporte de massa, os ônibus são responsáveis por levar 71% dos passageiros, o metrô fica com 24% e o trem, com 5%. De acordo com os pesquisadores, enquanto três pistas de carro em uma avenida como a marginal do rio Tietê têm capacidade de transportar 5,45 mil passageiros por hora, uma pista de ônibus leva até 6,7 mil pessoas e um trilho de metrô, 60 mil.

quinta-feira, 14 de junho de 2012


Alteração no transporte pode reduzir gás do efeito estufa
Ana Carolina Miotto, da Assessoria de Comunicação da Esalqimprensa.esalq@usp.br
A utilização dos modais ferroviário e hidroviário no transporte de açúcar e etanol no Brasil pode levar, em três anos, à emissão de menos 6,6 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2), um dos Gases do Efeito Estufa (GEE). A estimativa faz parte de pesquisa da economista Maria Andrade Pinheiro, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba. Atualmente, a maioria dos trajetos utiliza o modal rodoviário, segundo maior consumidor de energia e responsável por 58% das cargas transportadas no País.
Açúca e etanol necessitarão de malha de transporte mais equilibrada e limpa
A pesquisadora estimou os benefícios da redução das emissões de gases de efeito estufa a partir da mudança da matriz de transporte nacional, implicando assim uma utilização mais eficiente, tanto em termos energéticos como em termos econômicos, dos modais de transporte no setor sucroenergético (produção de açúcar e etanol). O estudo avaliou o sistema atual de transporte, identificando os principais corredores rodoviários, ferroviários e hidroviários utilizados para o transporte dos produtos dos complexos sucroenergético e identificou as configurações que reduzam as emissões de gases de efeito estufa por tonelada transportada.
Segundo a pesquisa, orientada pelo professor José Vicente Caixeta Filho, do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES), tanto o açúcar como o etanol possuem uma enorme demanda potencial, que necessitará de uma malha de transporte mais equilibrada e limpa, pois a não ampliação das vias de escoamento pode gerar problemas não só financeiros como também impactos perversos ao meio ambiente. O trabalho foi apresentado no Programa de Pós-graduação em Economia Aplicada da Esalq.
Maria afirma que a expansão da malha ferroviária e hidroviária para o caso do açúcar e da dutoviária no caso do etanol, propicia uma redução das emissões de CO2 a cada tonelada de carga transportada, bem como a diminuição do custo de transporte envolvido no seu escoamento. “Além disso, as obras de infraestrutura poderão gerar benefícios econômicos e ambientais para o setor, pois esses poderão conquistar créditos de carbono e comercializá-los no mercado de carbono, assim como novos mercados consumidores, pois o produto terá uma marca sustentável e, por fim, contribuir para que o Brasil cumpra suas metas voluntárias de redução das emissões de gases de efeito estufa”, explica.
Emissões
Os dados do trabalho mostram que, no período de três anos, será possível reduzir as emissões no transporte de açúcar e etanol em 6,6 milhões de toneladas de CO2 e R$ 3,3 bilhões. “Se considerarmos a redução das emissões previstas pelo setor sucroenergético para 2020 que é de 112 milhões de toneladas, a mitigação anual de 2,2 milhões de toneladas de CO2 obtida através da transferência de modalidade para o escoamento de açúcar e do etanol equivaleriam a quase 2% dessa meta” afirma a economista.
“Em termos monetários esta seria uma economia com a logística que teria como ponto direto uma melhoria na competitividade dos produtos, sem levar em consideração os benefícios que um transporte mais sustentável traria para a sociedade e para a imagem do setor”. Entretanto, Maria ressalta que não basta, apenas, as obras ficarem prontas. São necessários incentivos ao embarcador para o uso de modais alternativos ao rodoviário.
“Além de a infraestrutura estar disponível para ser utilizada é indispensável que sejam adotadas medidas que tragam segurança para que os embarcadores optem por esse tipo de transporte”, observa. “É preciso ainda que sejam resolvidos problemas mais estruturais como os de diferença de bitola, falta de vagões para o embarque e direito de passagem entre as concessionárias das linhas férreas”.
Segundo a economista, não se pode desconsiderar também que o valor do frete a ser praticado tenha preços relativos competitivos entre os modais, considerando as características especificas de cada um deles e tenha consenso com a realidade do mercado e que os produtores e compradores tenham segurança de que a carga chegará ao seu destino sem extravios e nos prazos estipulados. “Sem a melhoria desses fatores não haverá ampliação da malha intermodal que fará com que seu uso torne-se mais intenso”, conclui.
Foto: Marcos Santos / USP Imagens

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Portugal pouparia com pavimentos mais espessos


2011-11-10



Pavimentos de maior capacidade ficam mais baratos
O recurso a pavimentos mais espessos do que os habitualmente usados em Portugal acaba por ser mais económico a longo prazo, defendem investigadores da Universidade de Coimbra, que desenvolveram um sistema de análise económica de estruturas de pavimentos rodoviários.

O software, designado por OPTIPAV (OPTImização de PAVimentos), foi criado por João Santos e Adelino Ferreira, do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra (UC) e consta de um artigo publicado no «International Journal of Pavement Engineering».
Na análise económica feita a partir do novo sistema, são tidos em conta factores como os custos de construção, de conservação e para os utentes e o valor residual da estrada no seu fim de vida (40 anos), disse Adelino Ferreira, que dirige o Laboratório de Pavimentos Rodoviários daquele departamento.

O Manual de Concepção de Pavimentos para a Rede Rodoviária Nacional considera um período de vida de 20 anos para os pavimentos flexíveis, mas refere a importância de ser efetuada uma análise económica para um período não inferior a 40 anos e de os referidos parâmetros serem tidos em conta.

“O problema é que este tipo de análise económica nunca foi efetuada em Portugal”, afirmou Adelino Ferreira, considerando que o software desenvolvido faculta esse estudo, permitindo a escolha de “estruturas de pavimentos rodoviários mais económicas a médio/longo prazo para as estradas portuguesas”.

Segundo Adelino Ferreira, a empresa Estradas de Portugal tem um sistema de apoio à decisão, desenvolvido também pelo laboratório da UC, em 2007, mas apenas para a gestão da conservação dos pavimentos.

Uma das conclusões a que se chega a partir da análise económica é que, “embora os custos de construção sejam mais elevados, a utilização de pavimentos de maior capacidade estrutural fica muito mais barata a longo prazo, porque implica menos intervenções de conservação e representa também uma poupança para os utentes”.

Nos Estados Unidos da América começam a estar em destaque os chamados “pavimentos perpétuos”, em que a reparação implica apenas a remoção dos primeiros centímetros em que o pavimento apresenta degradações”, disse o docente universitário.

“O que está por baixo da camada de desgaste, como tem muita capacidade estrutural devido à sua espessura e à qualidade dos materiais utilizados, está sempre impecável e não precisa ser removido”, explicou. OPTIPAV é um projecto financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia que já colheu o interesse de uma concessionária de estradas portuguesa.

Fonte: Revista Ciência Hoje, Portugal.